Quando os Filhos É Que Dizem Não à Dependência Química dos Pais

Quando os Filhos É Que Dizem Não à Dependência Química dos Pais

     A drogadição está disseminada em todas as culturas, podendo se apresentar de diferentes formas, com causas de cunho multifatorial. Nas diversas situações em que o uso de drogas está presente, constatamos uma associação com temas sobre parentalidade, segredos, inversão de papéis nas funções familiares, responsabilidades no contexto familiar. Atualmente, encontramos famílias em que o uso abusivo de drogas ocorre entre suas diferentes gerações, como pais e filhos e/ou outros membros da família, fazendo uso juntos como forma de lazer.
     Em um caso estudado de uma família com membros usuários de drogas, surgiram questionamentos dadas as circunstâncias incomuns da procura pelo atendimento. A motivação partiu das próprias filhas adolescentes do casal, que vieram pela preocupação com a drogadição de seus pais. Várias questões surgiram ao entrarmos em contato com a realidade desta família, tais como: por que razões, filhos de pais usuários de drogas permanecem preservados e não desenvolvem a dependência química; o que leva os filhos adolescentes a serem os cuidadores dos pais e se responsabilizarem pela preservação da unidade familiar; o que motiva os filhos a buscarem auxílio neste momento do ciclo vital e o que os faz aderirem ao tratamento; como e porque se dá a inversão de papéis na hierarquia familiar?
     O objetivo deste trabalho é refletir sobre a dependência química de pais e as possíveis ressonâncias no contexto familiar e o impacto nas vidas dos filhos, assim como possibilidades de intervenções terapêuticas.
 
                                                                                             Psic. Clínica Marlei T. Rigo Bonissoni
                                                                                             Psic. Clínica Helena Centeno Hintz

Este texto faz parte do artigo publicado na Revista da Associação Brasileira de Terapia Familiar – ABRATEF, vol. 5, 2014.
Se desejar ler o artigo completo, acesse o link.

 

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